derfel

análise de uma parte do todo.

Temos todos nossos fetiches. Exalamos libido e enfeitamos tudo. Somos um todo subjetivo. Nosso desejo, furtivo, nos controla. O normal existe apenas para contrapor o possível com o impossível. Somos todos singulares, todos estranhos, bons e corruptos. Enxergamos nas minorias nossa loucura. Projetamos. Alguns aceitam o sofrimento da realidade. A maioria prefere a ilusão e a exclusão assustada do outro. 

É sexta-feira, o carro no estacionamento, um copo térmico de café na mão e o Malboro vermelho na outra. Uma ideia pulando dos olhos e uma frase segurada na garganta. Sai com a fumaça e fica impregnada nele como o cheiro de café e cigarro. Eu sou um fantasma. Ela liga. Ele assunta. A vida surge nos olhos e a esperança na garganta. Ele atende e é o primeiro a falar. Quero te ver. E o calor recíproco destas palavras o abraçou. Eu também. 
Eu posso passar a vida inteira procurando e colecionando verdades - e muitas vezes é isso que faço - mas existe uma verdade que encontrei e que não consigo abrir mão, o Amor. Essa é minha suprema verdade, que da sentido a grande parte da minha vida e que me guia. É uma verdade ao mesmo tempo que é um grande mistério, daqueles que você descobre e redescobre várias vezes durante a vida e que, acredito eu, nunca tem um fim. A melhor parte dessa verdade é que eu posso compartilha-la. Afinal, esse é exatamente seu propósito.

Eu posso passar a vida inteira procurando e colecionando verdades - e muitas vezes é isso que faço - mas existe uma verdade que encontrei e que não consigo abrir mão, o Amor. Essa é minha suprema verdade, que da sentido a grande parte da minha vida e que me guia. É uma verdade ao mesmo tempo que é um grande mistério, daqueles que você descobre e redescobre várias vezes durante a vida e que, acredito eu, nunca tem um fim.

A melhor parte dessa verdade é que eu posso compartilha-la. Afinal, esse é exatamente seu propósito.

Deus existe. Ele existe por diversos motivos. Mas, sobre tudo, Deus existe porque eu preciso que ele exista. Eu preciso que exista alguém que me conheça melhor do que eu mesmo, que já tenha escutado todas as minhas queixas e problemas e que saiba, assim, bem na essência, porque é que esse mundo é tão injusto. Se Deus não existir, então estou mesmo muito sozinho. Afinal, grande parte de mim não está à mostra para pessoas. Eu não conheço tudo o que existe dentro em mim e não dá pra descobrir isso sozinho, só um Grande Espírito poderia desvendar o meu pequenino. Deus existe porque, quando meu corpo desistir de viver, eu vou precisar de alguém que me diga, explicando bem explicadinho, qual é o motivo da minha existência. O motivo de eu não ter nascido um super-herói e de não existirem zumbis. Eu preciso que alguém me explique tudo e me dê todas as satisfações. Porque, ‘no fundo no fundo’, eu não sei nem porque é que preciso de tantas respostas.

Não existe verdade pronta. A sua verdade, seja qual for, só se consolida na busca, quase eterna, pela mesma.

Vou aprendendo que preciso fazer minha própria liberdade. Depois de perde-la tantas vezes, sem notar, percebi agora que a única maneira de mante-la é construi-la aos poucos, eu mesmo. É preciso fazer uma resistente fundação bem na minha essência e depois ir planejando cuidadosamente o resto. Apenas um tijolo por dia, mas todo dia um tijolo novo. Dessa maneira, quando chegar o dia da morte exigir meu corpo, ja serei livre o suficiente para não precisar mais dele.

é aquele rítmo que desacelera as coisas e te faz sentir um pouco de tudo.

A proposta sempre foi olhar para dentro. De mim, das pessoas, das ideias. É tentar aprender cada detalhe, cada imperfeição. Desenhar, feito um arquiteto, todos os pensamentos, todas as ilusões, as memórias. Construir aos poucos o subjetivo, para que, sempre que eu quiser, eu possa me refugiar nesse meu mundo inventado.